Foto: Reprodução/Arquivo pessoal /
O empresário Marcelo Batista da Silva teve a prisão mantida nesta quinta-feira, 28, após audiência de custódia no Fórum da Sussuarana e foi encaminhado ao Conjunto Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Ele havia sido detido na última terça-feira, 26, durante uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prisão está relacionada à tentativa de assassinato de três ex-funcionários.
Marcelo foi encontrado escondido embaixo de um armário, com a fechadura do acesso ao local reforçada, no bairro de Pirajá. Marcelo é também investigado pelo duplo homicídio de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Silva Muniz, desaparecidos desde novembro de 2024, além de outros crimes que incluem mais dois homicídios, quartro tentativas de assassinato, além de tortura e ameaças.
Os jovens, que trabalhavam como diaristas no ferro-velho do empresário, desapareceram após cerca de três semanas no local. Segundo as investigações, teriam sido acusados de furto de alumínio e podem ter sido mortos no estabelecimento. Até agora, os corpos não foram encontrados, mas Marcelo segue sob investigação pelo caso.
Durante a apuração da tentativa de homicídio, amostras de sangue foram coletadas no veículo do empresário, reforçando as suspeitas.
Além das acusações relacionadas ao duplo homicídio e à tentativa de assassinato, Marcelo Batista é suspeito de envolvimento com milícia e facção criminosa, evidenciando a gravidade do histórico criminal do empresário em Salvador.
Histórico
Quatro homicídios, quatro tentativas de assassinato, diversos casos de tortura e ameaças. Esse é o histórico criminal que pesa contra Marcelo Batista da Silva, preso nessa terça-feira, 26, no bairro de Pirajá, em Salvador, durante uma operação realizada por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.
Marcelo é apontado por vítimas e testemunhas como mandante e também executor dos crimes ocorridos em 2016 e 2024.
As ações criminosas, segundo a PC, ocorriam dentro do próprio estabelecimento comercial e contavam com o suposto envolvimento de policiais. A polícia apura que o homem agia motivado por vingança, já que desconfiava que os funcionários estavam furtando materiais no ferro-velho.