A investigação do caso do cão comunitário Orelha, assassinado na região de Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro, foi concluída nesta terça-feira, 3, pela Polícia Civil.
A Justiça indentificou o adolescente responsável pelas agressões e pediu a internação do menor. Em nota, a defesa do autor do ataque negou as acusações e afirmou que ele foi indevidamente associado ao caso.
De acordo com os advogados, as informações divulgadas seriam “elementos meramente circunstanciais”, pois não constituem prova e “não autorizariam conclusões definitivas”. Além disso, a equipe jurídica afirmou que devido à repercussão, politização do caso e opinião pública, houve a necessidade de apontar um culpado “a qualquer preço”.
As investigações
As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) de Florianópolis, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina.
Os procedimentos foram encaminhados para apreciação do Ministério Público e do Judiciário. Segundo a Polícia Civil, a extração e análise dos dados de celulares apreendidos segue em andamento e pode reforçar provas já obtidas e trazer novas informações.
Caso Caramelo
No caso do cachorro Caramelo, que sofreu uma tentativa de afogamento, na mesma região, quatro adolescentes foram representados por maus-tratos. A corporação não divulgou detalhes sobre a participação de cada um, e os dados dos envolvidos permanecem sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte : A Tarde
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