
O vereador e o assessor foram encontrados mortos em novembro de 2025, em uma propriedade rural de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Os dois apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Em dezembro de 2025, um homem de 41 anos já tinha sido preso por envolvimento de participação nos assassinatos de Gleiber e Diego.
A operação foi conduzida pela 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Santo Amaro, com apoio de equipes de Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) Também participaram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Militar da Bahia.
Vereador acumulava passagens na polícia
Vereador reeleito em 2024 com cerca de 956, Gleiber acumulava acumulava rixas e registros policiais. De acordo com processos judiciais movidos contra ele no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o parlamentar municipal foi investigado por crimes de ameaça, invasão de propriedade privada e receptação, crime pelo qual chegou a ser preso.
O vereador foi denunciado por ameaça após perseguir e bater de maneira proposital seu carro no veículo de um homem, que o denunciou à polícia. Na época, a vítima teria alegado que Gleiber teria ameaçado também duas mulheres. Apesar do relato e da investigação, o caso foi arquivado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por falta de provas no ano de 2022.
Já em 2024, Gleiber virou alvo de um processo de reintegração de posse e acusado de invadir uma fazenda entre Euclides da Cunha e Canudos. Na ação de invasão, inclusive, a denunciante afirmou que o vereador teria ameaçado o caseiro do local para expulsá-lo. Gleiber chegou a afirmar que seria dono da propriedade, mas teve todos os documentos que sustentavam a versão rejeitados pelo juiz do caso.
Em 2019, o vereador foi preso em flagrante, na cidade de Feira de Santana, pelo crime de receptação. Gleiber pagou fiança de R$ 7 mil para ser liberado. Não há, no entanto, detalhes do que motivou a prisão do parlamentar municipal neste caso.
Reação de colegas na política
A morte de Gleiber gerou comoção entre pares políticos. A Câmara de Vereadores de Santo Amaro divulgou nota oficial lamentando profundamente o falecimento do colega. “Gleiber Júnior exerceu seu mandato com dedicação, compromisso e zelo pelo povo santoamarense, deixando um legado de trabalho, respeito e amor por nossa cidade”, diz o texto.
A Câmara também prestou solidariedade pela morte do assessor Diego Castro Reis, que trabalhava na Casa. “Diego dedicou-se com responsabilidade, ética e compromisso ao trabalho desempenhado. Neste momento de dor, a Câmara de Vereadores se solidariza com os familiares, amigos e colegas de trabalho, expressando sinceros sentimentos de pesar e gratidão por sua trajetória e convivência”, afirma a nota.
O partido Avante também se pronunciou após a execução do político. “Desejo força aos seus familiares e amigos, e que encontrem conforto neste momento de dor. Seu legado permanecerá vivo para sempre”, publicou a legenda.
