Análise: Bahia não repete consistência como visitante e faz jogo ruim contra o Flamengo

Bahia precisava repetir a consistência que o garantiu como melhor visitante deste Brasileirão na partida contra o Flamengo, no último domingo. Mas o Tricolor fez um primeiro tempo abaixo do esperado diante do atual campeão brasileiro e da Libertadores e sofreu ainda mais quando tentou ser mais ofensivo, na segunda etapa. No fim das contas, o resultado negativo de 2 a 0 foi justo diante do apresentado pelo time azul, vermelho e branco, que ainda deixa a desejar em jogos grandes.

Com Charles Hembert à beira do gramado por causa da suspensão de Rogério Ceni, o Bahia teve Gilberto de volta à lateral direita e Acevedo, que vinha sendo improvisado na função, escalado como volante. Com isso, Caio Alexandre ficou no banco de reservas e fez muita falta na primeira etapa.

Posicionado em bloco baixo desde os primeiros minutos, o Tricolor demorou a “entrar no jogo”, teve dificuldade para sair da defesa em contra-ataques, sua principal estratégia ofensiva nos jogos fora de casa, e entregou a bola ao Flamengo com muita facilidade. Passes e tomadas de decisões erradas foram os principais problemas.

Apesar de ter marcação encaixada, o Bahia sofreu gol aos 16 minutos em sequência de pequenos erros. Everton Ribeiro não acompanhou Arrascaeta na origem da jogada, e Pedro chegou na frente de David Duarte após passe em profundidade. Além disso, o goleiro Léo Vieira perdeu a dividida para o centroavante, que encontrou o próprio Arrascaeta, enquanto Jean Lucas havia ficado para trás na marcação.

O Bahia sentiu o impacto do gol e demorou a se ajustar para apresentar leve melhora, que teve como ponto alto uma chance de Erick Pulga após rebote de cruzamento. No fim das contas, o Tricolor passou mais tempo preocupado em se defender e fez muito pouco nos primeiros 45 minutos.

A apresentação ruim rendeu duas mudanças na volta do intervalo, algo até incomum na era Ceni. O volante Acevedo retornou à lateral direita, e Caio Alexandre entrou no lugar de Gilberto para melhorar o jogo pelo meio de campo. No comando do ataque, Everaldo substituiu Willian José, algo que não trouxe ganhos significativos.

Com isso, o Tricolor teve mais facilidade para sair do campo de defesa e posse de bola a partir de passes curtos liderada por Caio Alexandre. Mas isso não se refletiu em volume ofensivo, uma vez que o time azul, vermelho e branco criou apenas duas chances perigosas: chutes de Jean Lucas, no travessão, e de Acevedo, defendido por Rossi.

Michel Araujo, Ademir e Sanabria também entraram em campo, mas não mudaram o cenário. Para piorar, o Bahia ficou muito exposto, sofreu ao tentar se defender dos contra-ataques flamenguistas e precisou de atuação de destaque do goleiro Léo Vieira, que evitou resultado negativo mais elástico.

Saúl em Flamengo x Bahia — Foto: André Durão

Saúl em Flamengo x Bahia — Foto: André Durão

O Bahia é o melhor visitante do Brasileirão porque aliou boa marcação, rápidos contra-ataques e eficiência ofensiva. Contra o Flamengo, entretanto, não repetiu esses padrões e desperdiçou chance de pontuar em um confronto direto pelo G-4. O prejuízo de não ter resultado em jogos considerados mais difíceis pode ser alto no fim da competição.

Mas agora vai ser preciso virar a chave e pensar em Copa do Brasil. Com o retorno de Rogério Ceni após cumprir suspensão, o Bahia tem dois jogos na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Primeiramente, enfrenta o Remo nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), pela partida de ida da quinta fase. Depois, no próximo sábado, às 18h30, recebe o Santos, pela 13ª rodada do Brasileiro.

Fonte : Globo.com
Foto   : Adriano Fontes / CRF

 

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