Ceni reclama sobre arbitragem e aponta dificuldades do Bahia contra o Athletico

O Bahia perdeu para o Athletico Paranaense em um jogo no qual poderia ter saído com o empate nos acréscimos, mas Everaldo desperdiçou uma cobrança de pênalti. Após a partida, o técnico Rogério Ceni fez questão de criticar a arbitragem sobre a forma como conduziu o momento da penalidade e avaliou seus jogadores em campo.

Em entrevista coletiva, Ceni disse que Anderson Daronco, árbitro gaúcho que apitou a partida, é ‘caseiro’, tentou não dar o pênalti e deveria ter mandado voltar a cobrança por conta de uma suposta invasão do jogador do Athletico.

“Um jogo equilibrado, tivemos nossas chances. Esse pênalti no final nos daria um ponto importante. Daronco é “caseiraço”, ele tentou olhar tudo que podia para não dar o pênalti. Ele não teve coragem, não teve culhão para mandar voltar o pênalti. Não deixamos de correr e competir, os atletas fizeram o melhor. A frustração maior é ter a oportunidade real no final do jogo e o árbitro que tinha a obrigação de voltar o pênalti não quis se expor na casa do adversário

Everaldo como cobrador do pênalti

Durante a coletiva, Ceni demonstrou irritação com uma pergunta sobre o cobrador da penalidade. Ele lembrou que, contra o Remo, no primeiro turno, ocorreu uma situação inversa, quando Everaldo saiu da cobrança e Luciano Juba chutou para defesa do goleiro.

“Você fez essa pergunta em Belém, quando Juba bateu e Everaldo estava em campo contra o Remo, vai inverter agora? Você ouviu seu colega perguntar e vai inverter? A decisão é sempre minha. Isso é um oportunismo do c******”, disse o técnico do Bahia.

Dificuldades do Bahia contra o Athletico Paranaense

Sobre a atuação tricolor na Arena da Baixada, o comandante tricolor citou situações treinadas que não foram aplicadas em campo.

“Jogo de marcação individualizada dos atletas. A gente poderia ter explorado mais bolas no espaço, o Alejo ficou no mano a mano com o zagueiro adversário. Faltou explorar mais essa bola no espaço, a gente saiu mais em situações apertadas. Teve uma boa bola no espaço que o bandeira deu impedimento, mas acho que estava posição legal de jogo. Acho que foi um jogo muito parelho, poderia ter saído esse empate no final que já ficaria de bom tamanho”.

Ele também comentou sobre a ausência de Kike Olivera, que nenhum dos dois pontas que entraram na posição – Ademir e Kauê Furquim –, conseguiu substituir à altura.

“Pesa bastante o desfalque de Kike no sentido de pressionar. Não conseguimos pressionar como nos últimos jogos. Ele faz muita falta nesse sentido, e ninguém conseguiria fazer como ele faz. Cada jogador que temos é importante. O Ademir cansou, depois entrou Kauê. Kauê infelizmente não conseguiu levar vantagem no um contra um. Teríamos uma pressão melhor, deixaríamos eles jogarem menos, mas ninguém faz a pressão como ele”.

Substituições no segundo tempo

“Nestor é um jogador com grande capacidade de armação. Erick ficou como segundo volante quando o Jean entrou porque a gente precisava vencer o jogo. Nico, Erick e Jean nos deixa com muita força, mas carecemos de um jogador com mais qualidade para construir. Everton entrou para ser esse jogador de distribuição de passe e criação”.

O Bahia voltará a campo somente no dia 8 de outubro, contra o Palmeiras, também fora de casa.

Fonte : EC Bahia

Foto   : Catarina Brandão EC/Bahia

 

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