Após atrair vítimas com pipa, jovem preso por estupro coletivo de crianças diz que crime foi ‘por zoeira’

Preso na Bahia por participação no estupro coletivo de duas crianças em São Paulo, Alessandro Martins dos Santos afirmou em depoimento que o crime foi cometido “por zoeira”. A declaração foi divulgada nesta terça-feira (5) pelo delegado Júlio Geraldo, que é responsável pela investigação, em entrevista ao g1.

De acordo com Geraldo, o suspeito admitiu envolvimento no caso e reconheceu ter sido o responsável pela gravação do vídeo que registrou os abusos contra dois meninos, de 7 e 10 anos. Ele deve responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores e compartilhamento de material envolvendo exploração sexual infantil.

Suspeito foi preso após protestos por conta de crime por Reprodução

Durante o depoimento, o investigado afirmou que o crime não havia sido planejado previamente. Segundo a polícia, o grupo — formado por Alessandro e quatro adolescentes — inicialmente convidou as vítimas para empinar pipa, mas decidiu cometer os abusos em seguida.

“O convite para ‘brincar de pipa’ era real. Depois, mudaram de ideia e resolveram violentar as crianças. Ele [Alessandro] disse que foi ‘por zoeira'”, relatou o delegado. Ainda conforme a investigação, o suspeito contou que um dos meninos estava sujo, o que teria motivado o grupo a levá-lo até a casa de um dos adolescentes, sob o pretexto de tomar banho e buscar linha de pipa.

“A ideia era passar em casa para pegar linha de pipa e tomar banho. Essa história foi confirmada por todos, inclusive pelas vítimas”, disse. O delegado também afirmou que o investigado não demonstrou arrependimento ao ser interrogado, mostrando maior preocupação com as consequências jurídicas do caso.

O crime ocorreu no dia 21 de abril e só chegou ao conhecimento das autoridades três dias depois, quando familiares das vítimas tiveram acesso a vídeos dos abusos que circulavam nas redes sociais. Segundo a polícia, as imagens foram gravadas pelo celular do suspeito, e a investigação busca identificar outras pessoas envolvidas na disseminação do conteúdo.

Além do jovem preso, quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos por participação no caso. A polícia aponta que os envolvidos conheciam as vítimas e se aproveitaram da relação de confiança para atraí-las até o local onde os crimes ocorreram.

Fonte : Correio da Bahia

Foto   : Reprodução

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