‘Pastor da favela’ executado em Salvador foi morto após brigas com colegas de trabalho

Dois vigilantes suspeitos de envolvimento no assassinato do “pastor da favela” Rick Andrade da Silva, 39 anos, executado a tiros no dia 29 de abril, na região da Cidade Baixa, em Salvador. Segundo as investigações, Júlio dos Santos Ferreira e Pablo Ventura Gomes, ambos de 42 anos, foram identificados como os autores do homicídio. A principal linha investigativa aponta que o crime foi motivado por desavenças entre os três no ambiente de trabalho.

Os mandados de prisão foram cumpridos durante uma operação realizada no bairro de Pirajá, em Salvador, e no município de Simões Filho. Rick e os dois suspeitos trabalhavam como vigilantes na mesma empresa, uma revendedora de veículos localizada na Avenida Jequitaia, onde atuavam havia cerca de um ano.

Ao longo da investigação, os policiais ouviram testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do crime. As gravações permitiram identificar a motocicleta utilizada pelos suspeitos e reconstruir toda a movimentação feita por eles antes e depois da execução.
Logo após o assassinato, uma das hipóteses investigadas era de que Rick tivesse sido morto por causa da atuação como evangelizador em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, atividade que lhe rendeu o apelido de “pastor da favela”. No entanto, essa possibilidade foi descartada pela Polícia Civil.
Rick compartilhava rotina de pregações nas redes sociais por Reprodução
Rick compartilhava rotina de pregações nas redes sociais: por Reprodução

De acordo com a corporação, não foram encontrados elementos que ligassem o homicídio ao trabalho religioso desenvolvido pela vítima. As investigações apontam que a motivação do crime esteve restrita aos conflitos existentes entre Rick e os dois colegas de trabalho.

Durante a operação, os policiais também apreenderam uma pistola, uma motocicleta, um capacete, uma jaqueta preta e outros objetos que, segundo a investigação, possuem características compatíveis com os materiais utilizados pelos criminosos no dia da execução. Todo o material será submetido à perícia e fará parte do inquérito policial.

Fonte : Correio da Bahia

Foto   : Reprodução

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