O Grupo Casas Bahia iniciou o fechamento de 298 lojas físicas em todo o Brasil e realizou cerca de 1,9 mil demissões. A medida drástica faz parte de um plano de reestruturação financeira para conter a crise e reduzir despesas operacionais da rede varejista. O corte atingiu quase 30% das mais de mil unidades que a empresa mantinha ativas no país.
Funcionários foram surpreendidos com o encerramento das atividades e o recolhimento de produtos sem aviso prévio em diversas regiões, incluindo unidades em shoppings. A estratégia busca focar na eficiência de canais digitais e reequilibrar as contas após trimestres de resultados negativos.
Motivos da crise:
O grupo aponta acúmulo de prejuízos financeiros e alto endividamento nos últimos anos, além de impacto de juros elevados, retração no consumo de bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos e a necessidade de enxugar a operação física para manter a sustentabilidade do negócio.
Na Bahia, a reestruturação da Casas Bahia provocou o fechamento imediato de todas as lojas localizadas em shoppings de Salvador. Consumidores e funcionários foram pegos de surpresa nesta sexta-feira (14 de agosto de 2026) com as portas trancadas e mercadorias sendo recolhidas.
Impacto na capital baiana
12 lojas encerradas: Esse é o número de unidades que deixaram de operar apenas em Salvador no primeiro dia da ofensiva de cortes. Shoppings afetados: Unidades de grande porte fecharam as portas em centros comerciais importantes, como o Salvador Shopping e o Shopping da Bahia.
Como ficam as compras e o crediárioApesar do fechamento em massa dos pontos físicos, a empresa mantém os canais digitais ativos: Site e App: O atendimento, vendas e o marketplace continuam funcionando normalmente na internet.
Pagamento de carnês: Os clientes que possuem o tradicional crediário ou carnê da Casas Bahia devem realizar os pagamentos pelos meios digitais oficiais (aplicativo do banco ou da própria loja), já que as filiais físicas desativadas não recebem mais parcelas.
Fonte : Redação
Foto : Luan Julião
