Família processa clínica e Estado por morte de idoso após mutirão e pede indenização milionária

Gilberto Pereira Pontes teve complicações após procedimento oftalmológico Crédito: Reprodução

A família de Gilberto Pereira Pontes, que morreu aos 72 anos, ingressou com ação judicial contra a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e o Centro Médico e Odontológico (Hospital Ceom), em Irecê. O idoso foi um dos 26 pacientes que relataram problemas de visão e sintomas de infecção após procedimentos realizados na clínica entre 28 de fevereiro e 1º de março.

O processo tramita em sigilo na esfera cível, conforme apurado pela reportagem. A defesa alega que houve danos material, moral e estético e pede indenização de R$ 3 milhões. Gilberto Pereira Pontes era o provedor da família e deixa a viúva. Segundo o advogado que representa a família, o idoso apresentou sintomas de infecção após ser submetido a um procedimento oftalmológico no centro médico.
O processo tramita em sigilo na esfera cível, conforme apurado pela reportagem. A defesa alega que houve danos material, moral e estético e pede indenização de R$ 3 milhões. Gilberto Pereira Pontes era o provedor da família e deixa a viúva. Segundo o advogado que representa a família, o idoso apresentou sintomas de infecção após ser submetido a um procedimento oftalmológico no centro médico.
A defesa também protocolou um pedido, através de via administrativa, para que o Hospital Municipal de Uibaí, onde o idoso ficou internado, libere o prontuário médico à família. O advogado solicita ainda os exames pré-operatórios feitos pelo paciente no Centro Médico e Odontológico.

Além de Gilberto Pereira, outros 25 pacientes também relataram sintomas após o mutirão que atendeu cerca de 640 pessoas. Ao menos outros quatro pacientes seguem sem enxergar depois de serem submetidas ao procedimento. Uma representação foi protocolada no Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitando providências sobre o caso.

Em nota enviada ao CORREIO, o Centro Médico e Odontológico informou que não dispõe de informações oficiais acerca da morte do paciente e nem de elementos que permitam estabelecer qualquer relação entre o ocorrido e eventual atendimento realizado na unidade ao final do mês de fevereiro e início do mês de março. A clínica ressalta ainda que a morte não ocorreu nas dependências da instituição.

“O que se pode afirmar, de forma objetiva, é que os procedimentos de terapia antiangiogênica realizados pela unidade são indicados para pacientes acometidos por degeneração macular relacionada à idade (DMRI) ou retinopatia diabética (RD), sendo esta última associada ao diabetes, uma comorbidade relevante”, diz o Ceom.

Fonte : Correio da Bahia

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