Gasolina pode ficar até R$ 0,44 mais barata após medida do governo

Gasolina chega a R$ 7,79 em Salvador . Crédito: Shutterstock

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve analisar nesta segunda-feira (25) um decreto que prevê subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional. A proposta foi formulada pela equipe econômica do governo federal e terá custo estimado em R$ 1,2 bilhão por mês.

Segundo o governo, o valor será compensado pelo aumento da arrecadação do setor petrolífero provocado pela alta do barril no mercado externo.

A medida foi confirmada pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, durante apresentação do segundo relatório bimestral das contas públicas.

“Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina”, afirmou.

O subsídio faz parte de um programa emergencial de compensação temporária criado após a disparada do preço internacional do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

Segundo o governo, enquanto aguarda a votação no Congresso de um projeto que autoriza o uso da arrecadação extra do petróleo para financiar a medida, o Executivo decidiu avançar com a compensação temporária para a gasolina produzida no Brasil ou importada.

Na última sexta-feira (22), Lula afirmou que o governo está empenhado em evitar reajustes abusivos nos combustíveis. “Eu brigo todo santo dia para o preço da gasolina abaixar. Posso te garantir que toda semana faço uma reunião. Não tem porque aumentar o preço”, declarou o presidente durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

O governo federal também informou que uma força-tarefa nacional intensificou a fiscalização em postos e distribuidoras após o início do conflito no Oriente Médio.

Além da gasolina, o governo já havia criado em março um programa de subsídio para o diesel importado, em parceria com os estados.

O mercado internacional de petróleo segue pressionado pelos efeitos da guerra no Irã, que afeta o transporte de cargas e o fornecimento de combustíveis no Oriente Médio, região que concentra alguns dos maiores produtores do mundo.

Fonte : Correio da Bahia

 

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