A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, na segunda-feira, 11, que seis cidades baianas estão em epidemia de dengue.
São elas:
- Alagoinhas
- Campo Alegre de Lourdes
- Maraú
- Remanso
- Santa Maria da Vitória
- Uauá
Outros nove municípios estão em situação de risco:
São eles:
- Araci
- Aramari
- Aratuípe
- Buritirama
- Casa Nova
- Curaçá
- Itiúba
- Mucugê
- Teodoro Sampaio
Outros 49 estão em alerta.
“Quando a gente classifica um município em epidemia, estamos dizendo que a transmissão está acima do esperado”, explicou Rafael Gomes, técnico da vigilância epidemiológica do Estado.
O profissional alertou ainda que mesmo com a redução de casos prováveis em relação ao ano passado, as ações de medidas preventivas não devem parar.
“A população deve trabalhar junto com o poder público sempre. Temos o trabalho dos agentes de combate às endemias que fazem as visitas domiciliares, que auxiliam a população dentro de casa, mas as pessoas devem disponibilizar ao menos 10 minutos por semana para verificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, como vasos de plantas e garrafas com presença de água parada”, destacou.
Vacinação
Além disso, a Sesab ressaltou que outra medida de prevenção é a vacinação, que atualmente está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos e profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias.
A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades.
Entre os beneficiados estão:
- Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem;
- Agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE);
- Odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.
Equipe de resposta rápida
A equipe de resposta rápida da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, da Sesab, pode ser acionada a qualquer momento para atuar de forma integrada com a gestão municipal, com foco no fortalecimento da capacidade de resposta local no combate à dengue.
Entre as ações, destacam-se a instalação da sala de crise e da sala de situação, o apoio à organização da rede assistencial com abertura de leitos, além do suporte técnico às equipes de atenção básica, agentes comunitários de saúde e equipes de combate às endemias.
A equipe também desenvolve atividades de análise epidemiológica, qualificação das informações em saúde, definição de estratégias de intervenção e elaboração de plano de comunicação, com o objetivo de ampliar a orientação à população e contribuir para a redução de riscos.
Situação de emergência em Alagoinhas
A Prefeitura de Alagoinhas decretou, no dia 4 de maio, situação de emergência em saúde pública após o aumento de casos suspeitos de arboviroses no município. A medida foi publicada na segunda-feira no Diário Oficial do Município (DOM).
A gestão municipal disse que, entre 1º de janeiro e 29 de abril deste ano, foram registrados 1.374 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Do total de notificações nas primeiras 16 semanas do ano, a cidade contabilizou 65 casos confirmados de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika.
Os bairros com maior concentração de notificações são Jardim Petrolar, Centro e Teresópolis, de acordo com a Vigilância Epidemiológica.
O Jardim Petrolar concentra 20,58% das notificações de dengue e 23,28% de chikungunya, enquanto o Centro registra 18,68% e 13,77%, respectivamente. Já o bairro Teresópolis soma 5,93% dos casos de dengue e 6,89% de chikungunya.
A Diretoria de Vigilância em Saúde informou que tem intensificado as visitas domiciliares com agentes de combate às endemias para eliminação de criadouros do mosquito. O município também solicitou ao governo do estado o reforço do UBV pesado, conhecido como fumacê, para atuação nas áreas com maior índice de infestação.
Segundo a Vigilância Entomológica, o Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78%, considerado estado de alerta. Em algumas localidades, como o Parque da Jaqueira, o índice chega a 8,82%, o que representa risco elevado para a proliferação do mosquito.
O decreto tem validade de 30 dias, com possibilidade de prorrogação. A medida permite a implementação de ações emergenciais, incluindo contratação de serviços, compra de insumos, realização de campanhas educativas, inspeções em imóveis públicos e privados para eliminação de focos do mosquito e limpeza de terrenos baldios.
A prefeitura também orienta os moradores a reservarem um momento para verificar possíveis pontos de água parada em suas residências. Caso apresentem sintomas como febre alta, dores nas articulações ou dor atrás dos olhos, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde.
Fonte : A Tarde
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